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quinta-feira, 14 de março de 2013

Sustentabilidade na Moda – Greenpeace: O Duelo da Moda

O Greenpeace continua seu movimento pela desintoxicação da moda. Já falamos anteriormente sobre a campanha Zara, Detox Our Fashion. Agora o Greenpeace lança uma nova campanha chamada "O Duelo da Moda".


Através desta campanha a ONG pretende desafiar o mercado da moda a limpar seus negócios. O desafio foi lançado para 15 marcas de luxo, esperando que elas sejam influenciadoras de comportamentos. A campanha abrange três grandes áreas da cadeia de suprimentos da moda: couro, papel, e produção têxtil.

Entre as marcas envolvidas estão Chanel, Dior, Gucci, Versace, Roberto Cavalli e Hermés. Saíram na frente as marcas Valentino e Giorgio Armani. A Gucci também já está no páreo, lançando uma linha de bolsas icônicas recriadas com couro livre de desmatamento. As bolsas vêm com um pequeno passaporte  que detalha a procedência do couro.

Para ver mais sobre o desafio e acompanhar o ranking das marcas em tempo real, acesse o site oficial do Duelo da Moda.

Por Ana Murad.
Imagem: Greenpeace.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sustentabilidade na Moda: Sweatshops

Você já ouviu falar no termo sweatshops?


Sweatshop é um termo utilizado para designar qualquer ambiente de trabalho inaceitavelmente inadequado e/ou perigoso, em que funcionários trabalham por longas horas, recebem salários muito baixos e ficam expostos a materiais e situações perigosas. É comum relacionar o trabalho infantil nestes contextos. De forma geral, os trabalhadores são sujeitos a abusos de seus empregadores, e tem pouca ou nenhuma força de defesa.

O termo originou-se por volta de 1850, referindo-se à oficinas de fabricação de roupas que funcionavam em péssimas condições, sob orientação de um intermediário, chamado de “Sweater”.

Desde o princípio as sweatshops foram alvo de críticas dos líderes de trabalho, que apontavam os locais como lotados, mal ventilados, e inclinados à incêndios e infestações de ratos. Alguns dos primeiros críticos às sweatshops surgiram no século XIX, junto ao movimento abolicionista, quando se apontavam diversas similaridades entre a escravidão e as condições de trabalho nestas oficinas.


Enquanto os sindicatos e as leis trabalhistas fizeram as sweatshops (no sentido original) mais raras no mundo desenvolvido, elas não foram eliminadas, e o termo passou a ser cada vez mais associado à fábricas localizadas nos países em desenvolvimento.

Mais recentemente, surgiu o movimento anti-globalização, em oposição ao processo de globalização coorporativa, em que empresas multinacionais movem suas operações para o exterior a fim de reduzir seus custos de produção e otimizar lucros. O movimento anti-sweatshop tem muito em comum com o movimento anti-globalização. Ambos consideram sweatshops prejudiciais, e ambos têm acusado muitas empresas de utilizá-las em suas práticas.


Nosso papel enquanto consumidor crítico e responsável é de buscar informações sobre a origem do que compramos. Por isso é cada vez mais imperativo que as empresas mapeiem seus processos e os divulguem de forma transparente.

Não queremos nos cobrir com roupas que podem carregar uma história tão ruim. Queremos estar livres, leves e soltos para usar a moda a nosso favor!

Por Ana Murad.

Fotos: Getty Images.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sustentabilidade na Moda - Movin: Moda, Sustentabilidade e Tecnologia

Após o sucesso do Rio Moda Discute Internacional deste ano, que levou à discussão o tema Sustentabilidade Estratégica na Moda, a equipe do Rio Moda percebeu que este é um tema que veio pra ficar. Nada melhor do que continuar a discussão através do nosso Blog. Para tanto firmamos uma parceria com a Ana Murad, que será nossa colaboradora para esta nova coluna: Sustentabilidade na Moda.

A Ana Murad é engenheira ambiental e trilhou sua carreira na área de consultoria em gestão ambiental. É também estudante de marketing e apaixonada por Moda. Ninguém melhor do que ela para trazer as últimas novidades no assunto, não é mesmo?

Para a estreia desta coluna, a Ana escolheu o tema ideal: uma entrevista com Pedro Ruffier, CEO da Movin, uma marca que já nasceu com um DNA de sustentabilidade. O Pedro também participou do Rio Moda Discute Internacional, fazendo parte da mesa do Talkshow do segundo dia do evento: Agenda para Moda Sustentável.

Na vitrine da Movin o selo da The Global Compact, a parceria com a Nike e os 3 Rs – Reduce, Reuse, Recycle (Reduzir, Reutilizar, Reciclar)

A Movin nasceu com um propósito: estimular a criação de uma nova sociedade inteligente, ética e que pense de forma global. A visão que Pedro tem para o futuro de sua Marca é que ela tenha atuação internacional, representando o Brasil nesta iniciativa, e que se expanda para outros setores, não só a moda, mas desenvolvendo um lifestyle minimalista e responsável. “Você vai chegar em casa e vai ter móveis sustentáveis, abre o armário e a roupa também é da Movin”, diz Pedro. A moda foi escolhida para dar o pontapé inicial, pois nas palavras de Pedro “a moda gera o comportamento”.

Pedro Ruffier, fundador e CEO da Movin

“O Brasil está demorando um pouco para perceber e aceitar as mudanças, mas elas estão aí, e a Movin está à frente”, afirma Natalia Zerbato, vendedora da Movin e estudante de modelagem. “O varejo é muito veloz, as equipes se modificam muito rapidamente. Mas aqui na Movin nós temos uma filosofia e acreditamos nela, e isso nos mantém unidos. Há muito espaço de crescimento aqui, e eu já estou começando a me envolver na modelagem das peças. Como fico na loja recebo diretamente o feedback do cliente, assim investimos em uma melhoria contínua.” 

No detalhe as tatoos da estilosíssima Nat, vendedora da Movin e estudante de modelagem

A Loja


Engana-se quem acha que para ser sustentável o visual precisa ser “pitoresco”. A Movin é muito moderna, com uma pegada tecnológica, a cara do futuro.

A loja toda é pensada de forma a estar alinhada com sua missão sustentável: os cabides são feitos de papel reciclado (são super resistentes e lindos! Desejo!); as araras são de tubulação de água reaproveitada; a madeira é certificada; e o piso é feito de PVC reciclado e certificado pela LEED – US Green Building Council, uma organização de arquitetura sustentável.

Cabides de papel reciclado

Tecidos

Os tecidos utilizados em toda a coleção são sustentáveis. Há uma grande preocupação com os fornecedores, que devem ter boas práticas de acordo com os padrões exigidos pela Movin.

Os tecidos utilizados são divididos nas seguintes categorias:
  • Orgânico: algodão orgânico | bambu
Fibras orgânicas cultivadas sem o uso de pesticidas, proteção ao meio ambiente e aos trabalhadores rurais.
  • Reciclados: algodão desfibrado | pet 
Reaproveitamento de matéria-prima descartada para gerar economia de recursos naturais. eliminação  de resíduos para um ciclo produtivo mais ético.
  • Alternativos: linho | cânhamo
Fibras naturais e soluções tecnológicas que promovem redução de danos à natureza e resultam em  opções mais inteligentes de consumo.

Pedro lembra que há aqueles que questionam a sustentabilidade no uso de bambu para produção de tecido: “A transformação em fibra pode ser impactante e para isso precisa-se certificar de que o fornecedor tem um tratamento adequado aos efluentes da produção”.



Em sentido horário: Vestido de Bambu; Camisa de algodão orgânico; Bermuda de algodão desfibrado; short de pet.

O tag identifica o tecido da peça

Parceria com a Nike

Uma das primeiras coisas que foi questionada ao Pedro, e um item que pode parecer controverso, é a parceria firmada com a Nike.

Pedro, entretanto, nos contou que após os escândalos que a Nike se envolveu no passado, atualmente é uma das empresas de moda que mais investem em sustentabilidade e na produção ética. Todos os tênis vendidos na Movin contam com solados e cadarços reciclados e tecidos sustentáveis, totalmente alinhados à missão da marca.

“Há três modos de a empresa atuar com este propósito sustentável: ou ela nasce assim, como a Movin, e tem isto em seu DNA; ou ela é forçada a mudar devido a envolvimentos com escândalos como a Nike; ou ela percebe as mudanças da sociedade e traça um caminho espontâneo”, afirma Pedro.

Tênis da Nike à venda na Movin

The Global Compact

O Pacto Global das Nações Unidas (ONU) é uma iniciativa voluntária para promover desenvolvimento sustentável e boa cidadania corporativa. Forma uma rede de empresas e outros stakeholders, além de ser um fórum internacional para aprendizado e troca de experiências.

Para se manter parte do The Global Compact e utilizar o seu poderoso selo, a Movin fornece relatórios anuais para a ONU, declarando seus processos internos comprovando que é sustentável, que busca a melhoria contínua e que incentiva o mercado.

Por Ana Murad.

Fotos: Ana Murad.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A importância da agenda para a moda sustentável em pauta no segundo dia do RMDI

Ontem, no segundo dia do Rio Moda Discute Internacional, o tema abordado na cúpula do Planetário foi a importância da Agenda para a Moda Sustentável. Empresários e pesquisadores exploraram os possíveis meios de negócios e o consumo consciente.

Mediado por Lilyan Berlim e Pedro Ganem, empresário e diretor da Rádio Ibiza, o talkshow contou com a participação da indiana Kavita Parmar, diretora criativa e fundadora da Maison Raasta, Beatriz Saldanha, estilista e empreendedora da Couro Vegetal da Amazônia, Tete Leal, fundadora da COOPA_ROCA, Neide Shultz, criadora do projeto ECOMODA e Pedro Ruffier, CEO da marca carioca Movin.

Confiram os principais pontos abordados durante o debate: 


- Lilyan Berlim ressaltou as consequências da sociedade contemporânea consumidora do fast fashion, indústria em crescimento que gera graves impactos ambientais. A pesquisadora também salientou a importância da informação por conta da mídia, quando se trata da sustentabilidade. "Temos a visão de que a roupa sustentável é uma roupa meio hippie, tosca, mal feita. O sentido não é esse; é ser belo, sedutor. A linguagem de moda tem que estar presente. Há tanta informação equivocada por parte da mídia, até porque ela própria tem pouca informação a respeito da sustentabilidade e assim repassa informações equivocadas”, afirmou.

 
- Já Pedro Ruffier reinterou a importância da informação, desta vez quando se trata do consumidor, que precisa ser educado por falta de conhecimento. “As pessoas justamente não sabem mesmo o que significa algodão orgânico. É preciso então educar os consumidores.”, contou. 

O jovem empresário também comentou que é necessário engajamento por parte dos empresários quando se trata de moda sustentável, não apenas como produto, mas sim de toda a etapa da produção. "As empresas precisam buscar um consumo consciente, desde o fazendeiro, passando pelas mudanças de logísticas, às matérias primas escolhidas para a confecção da peça, como o pet reciclado”, ressalta. 


- Beatriz Saldanha comentou sobre o impacto do fast fashion na socidade contemporânea. “Hoje existe o fast fashion, mas há pouco tempo atrás não era assim. Isso é uma tendência de comportamento, ou seja: as pessoas querem coisas rápidas, fugazes, que satisfaçam uma necessidade imediata.  O que vem na contra corrente é o slow fashion”. 

A empreendedora afirmou a necessidade de sedução do produto sustentável, que precisa atrair o desejo assim como uma peça de fast fashion. “O consumo rápido gera prazer instantâneo. O nosso trabalho é  espalhar essa onda boa, o prazer de saber o material que você está usando, de onde vem o tecido”, afirmou. 

Os recursos finitos também foram abordados por Beatriz, que ressaltou a importância da sustentabilidade neste momento. ”O mundo caminha por uma questão de eficiência, e as pessoas começam a se dar conta de que os recursos vão acabar. Dessa forma, a sustentabilidade no futuro não será mais uma opção, mas sim uma obrigação, porque em algum momento essas fontes vão se esgotar”.


- Pedro Ganem comentou o surgimento do fast fashion. “Se formos pegar as top 15 marcas de sucesso no fast fashion, talvez apenas duas delas tenham mais de 10 anos. Ou seja, elas não tiveram contato com a história do slow fashion, do artesão,da máquina de costura em casa”. 

E ressaltou a importância do slow fashion. “O consumo rápido é alimentado por uma onda de prazer, mas temos que também precisamos compartilhar com as pessoas que o slow fashion também pode gerar prazer. Como então jogar essa onda e ir no contra fluxo?”, questionou.


- A indiana Kavita Parmar comentou a importância das mídias sociais em apoiar a sustentabilidade e a sua divulgação. “Hoje em dia temos uma constante necessidade de contar histórias (vide as mídias sociais). Temos então que tornar as histórias do slow fashion mais atraentes”, afirmou. 


Fundadora da cooperativa COOPA_ROCA, Tete Leal questionou a falta de apoio governamental na causa. “O que existe de proposta do poder público para fortalecer esse desenvolvimento sustentável? No Brasil o que existe de fomento, política pública, para que as pessoas se engajem? Deveria haver mais crédito para a produção por exemplo e menos para o consumo. Os desafios são gigantescos, mas nem por isso as coisas são menos interessantes” afirmou. 

Otimista, ela disse que mudanças são possíveis. “A gente olha hoje pra indústria da moda e pensa que é o único modelo possível de produção e consumo, mas isso não é verdade, esse sistema pode ser mutável sim”.


- Neide Schultz comentou a dificuldade do acesso à informação de moda sustentável, ausente nas grades curriculares das faculdades brasileiras. A pesquisadora afirmou que há um longo caminho a percorrer, mas que avanços já podem ser notados. “Alguns alunos que se formaram e que passaram pelo ECOMODA já estão trabalhando com moda de maneira sustentável, realizando um sistema de moda diferente”.


O Rio Moda Discute Internacional segue hoje, em seu terceiro dia, com atividades pela manhã e tarde, e das 19h às 21h, será realizado o talkshow "Estratégias em Moda Ética", que abordará o conjunto de estratégias do setor de Moda para a sustentabilidade.

Haverá inscrições na bilheteria do Planetário a partir das 18h!

Por Antonio Pedro Guido.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Criação em Moda Sustentável é o tema do primeiro dia do RMDI

Foi realizado, ontem, no Planetário da Gávea, o primeiro dia do Rio Moda Discute Internacional, evento que visa abordar um diálogo entre a moda e a sustentabilidade. Neste primeiro encontro, profissionais e pesquisadores renomados discutiram os novos caminhos da indústria da moda em relação à moda sustentável.

O talkshow de abertura, com o tema criação em moda sustentável, teve a presença de Dario Caldas, do Observatório de Sinais, Nina Braga, do Instituto e, Jorge Yammine, da Eden Organic e Dilys Williams, fundadora do Centro de Moda Sustentável da London College of Fashion!

Abaixo, os principais pontos que foram abordados durante o debate.


- Dilys Williams apresentou um panorama dos avanços da sustentabilidade das grandes marcas e na Europa.“A Nike é uma empresa que está mudando sua forma de produzir e, para isso, está abrindo todas as informações que possui para seus competidores, pois percebe que não pode fazer sozinha mesmo sendo uma empresa muito grande e poderosa.”, disse ela.

- Lyliam Berlim, uma das mediadoras do debate e curadora do evento, também salientou a importância da ligação entre a indústria da moda, terceiro setor mais importante da economia mundial, e a sustentabilidade. “Falar de sustentabilidade na moda, é uma questão que causa estranhamento por parte da maioria, já que grande parte da sociedade possui uma visão muito simplista e reducionista a respeito da moda e do consumo. De fato a moda é mola propulsora do consumo, mas mesmo dentro dessa premissa, é possível continuar alimentando a indústria e mercado consumidor de forma ética, socialmente responsável e ambientalmente correta.”, afirma. Ela também alerta sobre a sociedade do hiperconsumo, onde os bens, cada vez menos duráveis, são vistos como fonte de felicidade.


- Dario Caldas afirmou que a sustentabilidade na moda ainda é um desafio, pois se trata de um processo lento e complexo. E reafirma a importância de se pensar não apenas na moda, mas sim termos de economia e sociologia. "Mais do que com a moda, a sociedade precisa se reconciliar com a natureza e a ética" - afirmou.

- Com experiência de mercado, Jorge Yammine conta que foi necessário sair da zona de conforto para poder desenvolver moda sustentável. E friza que é fundamental que se explique para o consumidor a maneira correta de se consumir a moda ecologicamente correta. "Precisamos mudar a maneira de consumir, mas isso é o que leva tempo. É mais fácil fazer com que as empresas mudem sua forma de produção do que o consumidor entender de que forma ele pode consumir de forma mais sustentável."

- Nina Braga comentou o surgimento do novo luxo, e a importância da mudança de pensamento da sociedade, através do consumo consciente, substituindo o espirito de competitividade em busca de apenas status. Também discutiu a importância do apoio governamental a atividade para viabilizar o crescimento da moda sustentável brasileira. "Luxo pode e deve ter a ver com atitudes nobres, aonde estética e ética caminham juntos. É preciso incorporar esses valores. É preciso substituir o luxo competitivo pelo luxo orgânico. No momento é preciso que se exijam políticas públicas que estimulem a sustentabilidade, pois ainda é muito caro produzir de uma maneira ambientalmente mais ética."


O Rio Moda Discute Internacional continua hoje com dois quickshops durante o dia que aprofundarão a temática do evento a e farão com que os participantes ponham a mão na massa. À noite, a partir das 19h, será realizado o talkshow "Agenda para Moda Sustentável", que abordará a questão do fair trade - comércio justo - e o consumo sustentável.

Haverá inscrições na bilheteria do Planetário da Gávea, a partir das 18h.

Mais informações em nosso site!

Por Antonio Pedro Guido.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Dilys Williams, do London College of Fashion, participa do Rio Moda Discute Internacional

Reexplorar a moda de maneira sustentável. Este era o desejo da designer inglesa Dilys Williams quando fundou, em 2008, o Centro de Moda Sustentável da London College of Fashion.

Dilys afirma que ele foi criado com o objetivo de provocar e desafiar a indústria da moda a achar novas práticas sustentáveis.

O trabalho realizado no Centro visa novas soluções de design que permitam integrar ambiente, sociedade e negócio. O conceito deste trabalho, segundo Dilys, não se trata de ver se um produto – uma peça de roupa, por exemplo – é ou não sustentável. Trata-se de ver como foi feito, como é usado, como é encarado, o que se passa quando se deixa de usá-lo – é isso que o torna, ou não, sustentável.


Dilys Williams é referência internacional quando o assunto é sustentabilidade. Com 20 anos de experiência no setor, a diretora do Centro de Moda Sustentável da London College of Fashion possui prática de ações de sustentabilidade em toda a cadeia de abastecimento de moda, com conhecimentos específicos em intervenções de design para a mudança social, ambiental e cultural.

Ela será uma das debatedoras do Rio Moda Discute Internacional, que terá início no próximo dia 21, terça feira, no Planetário da Gávea. Dilys participará do evento neste dia, no talkshow "Criação em Moda Sustetável", que abordará a introdução da questão de sustentabilidade na Moda.

Inscrições em nosso site: www.institutoriomoda.com.br.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pedro Ruffier, da Movin, no Rio Moda Discute Internacional

Moda, Sustentabilidade e Tecnologia. É o que caracteriza a marca Movin, que foi criada com a proposta de uma produção e consumo sustentável na área de moda, aliando estilo a comportamento e consciência.

Um dos fundadores da marca, o carioca Pedro Ruffier diz que a marca se encaixa perfeitamente no conceito de slow fashion, desde a preocupação com o meio-ambiente até o minimalismo das peças e cores, que segundo Pedro, é para criar uma moda atemporal, para que as roupas da marca não fiquem datadas.

Pedro Ruffier, criador da marca Movin

A ideia do nome - Movin - origina-se dos conceitos de transformação, movimento, mudança. O público alvo da marca são jovens de 18 a 25 anos que se preocupam com o planeta e o meio ambiente.

As roupas, com pegada jovem, básicas e descomplicadas, levam na composição bambu, garrafas PET recicladas e algodão orgânico e caracterizam-se também pela ausência de estampas, logomarcas ou qualquer tipo de desenho que interfira nas peças. Segundo Pedro, este conceito das roupas faz parte do estilo descomplicado que foi idealizado para a marca.



Ano passado, a marca carioca abriu sua primeira loja, que é super cool, no 2° andar da Galeria Fórum de Ipanema.

Segundo os sócios, o próximo passo da marca é investir muito no atacado e abrir mais pontos de venda, além de exportar a marca para a Europa.


A novidade boa é que Pedro Ruffier será um dos debatedores do Rio Moda Discute Internacional, que será realizado entre os dias 21 e 25 de agosto no Planetário da Gávea. Ele participará do talkshow "Agenda para Moda Sustentável", no dia 22, que abordará o consumo sustentável e questão da moda ética.

Inscrições em nosso site: www.institutoriomoda.com.br.